O Spitz Japonês, frequentemente chamado de "Mini Samoieda", encanta pela aparência delicada e pelo temperamento cativante. De porte pequeno, a raça exibe...
Spitz Japonês





História da raça
O Spitz Japonês é uma raça relativamente recente. Seus primeiros registros datam de 1920, quando exemplares do Spitz Branco Alemão chegaram ao Japão por rotas que passavam pela Sibéria e pelo nordeste da China.
No ano seguinte, em 1921, a raça foi exibida pela primeira vez em uma exposição em Tóquio, despertando a curiosidade do público japonês.
Importações e expansão da base genética (1925–1936)
A partir de 1925, novos exemplares foram importados do Canadá, Estados Unidos, Austrália e da própria China, ampliando a base genética e fortalecendo a seleção.
Até meados de 1936, o trabalho de criação focava em aperfeiçoar um cão de companhia elegante, mas robusto, capaz de se adaptar ao clima do Japão.
Acredita-se que raças como o Spitz Russo Branco e o Cão Esquimó Americano também tenham influenciado a formação do Spitz Japonês.
Outro ponto marcante foi a intenção de criar uma versão menor e mais compacta do Samoieda, origem do apelido carinhoso de "Mini Samoieda".
Padronização pós-guerra (1948)
Grande parte da documentação original se perdeu durante a Segunda Guerra Mundial, mas sabe-se que, em 1948, o Japan Kennel Club (JKC) estabeleceu o padrão oficial da raça, que permanece válido até hoje.
Popularização e reconhecimento internacional (anos 1950 em diante)
A partir da década de 1950, o Spitz Japonês ganhou popularidade fora do Japão, especialmente na Europa e na Austrália, consolidando-se como cão de companhia de destaque.
Curiosamente, até hoje a raça não é oficialmente reconhecida pelo American Kennel Club (AKC), que a considera muito semelhante ao Cão Esquimó Americano.
Nos Estados Unidos, o Spitz Japonês permanece listado apenas no Foundation Stock Service, à espera de reconhecimento oficial.
Mas, vale ressaltar que a raça integra o Grupo 5 da FCI — Spitz e tipos primitivos, que reúne cães de aparência nórdica e perfil semelhante: animais geralmente atentos, de pelagem dupla e cauda enrolada sobre o dorso, como o Akita Inu e o Shiba Inu.
Comportamento
Alegre e afetuoso, o Spitz Japonês gosta de estar junto dos tutores, convive bem com crianças e costuma aceitar outros animais quando é socializado desde cedo.
É um cão cheio de energia para brincar, participar das atividades da casa e acompanhar os passeios, mas também sabe aproveitar momentos de calma ao lado da família.
No contato com estranhos, mostra-se um pouco reservado no início. Não é agressivo nem barulhento sem motivo, mas mantém uma postura atenta. Em novos ambientes, tende a ser observador, farejando e analisando o espaço antes de se soltar.
Essa vigilância, somada ao latido de aviso quando percebe algo incomum, o torna um bom cão de alerta, uma característica menos comum entre outras raças do grupo spitz.
Ao mesmo tempo, pode ser independente em certas situações, o que exige equilíbrio: oferecer atenção, mas também estabelecer regras claras.
Mas, de modo geral, no dia a dia, o Spitz Japonês se destaca pela lealdade, alegria e disposição. Quando bem socializado, cresce como um cão equilibrado, respeitoso e atento a tudo que acontece ao seu redor.
Curiosidades
Características físicas

Cabeça
Moderadamente larga e arredondada, em equilíbrio com o corpo.
Focinho
Pontudo e ligeiramente arredondado, lábios pretos e aderentes.
Orelhas
Pequenas, triangulares, eretas, inseridas altas e direcionadas para a frente.
Olhos
Moderadamente grandes, em formato amendoado, de cor escura, com bordas pretas.
Corpo
Proporcional, compacto e musculoso.
Alimentação
Alimentar um Spitz Japonês requer atenção ao porte pequeno e ao metabolismo acelerado da raça. Esses cães gastam energia rapidamente, mas têm estômago reduzido.
Por isso precisam de porções pequenas e frequentes, sempre com ração formulada especificamente para cães de raças pequenas.
A ração Super Premium é a mais indicada, pois oferece nutrientes na medida certa, croquetes adaptados que facilitam a mastigação e ainda colaboram com a digestão e a saúde bucal.
Essa escolha ajuda a prevenir problemas comuns em raças pequenas, como obesidade e sensibilidade alimentar.
Se você ainda tem dúvidas sobre qual opção escolher, confira nosso guia prático com recomendações para cada fase da vida e descubra como oferecer a melhor dieta para o seu Spitz Japonês.
Nutrição para cada fase da vida
Os filhotes devem receber uma dieta própria para raças pequenas em crescimento, dividida em três refeições ao dia, a fim de evitar episódios de hipoglicemia.
Já os adultos podem ser alimentados duas vezes ao dia, de manhã e à noite. A transição da ração de filhote para adulto deve ser feita de forma gradual, por volta de um ano de idade, sempre com orientação veterinária.
Qual a quantidade ideal de ração para o Spitz Japonês?
É importante também controlar a quantidade de alimento oferecido. Como o Spitz Japonês não costuma recusar comida, há risco de excesso de peso se as porções não forem ajustadas ao nível de atividade física do cão.
Petiscos e comestíveis naturais são bem-vindos, desde que oferecidos com moderação e não ultrapassem 10% da ingestão calórica diária.
Como deve ser a hidratação do Spitz Japonês?
Além da ração, a água fresca e limpa deve estar sempre disponível. Em casos de alergias ou intolerâncias alimentares, o veterinário pode indicar rações específicas ou dietas ajustadas para garantir todos os nutrientes necessários.
Com uma alimentação balanceada e adaptada ao porte, o Spitz Japonês mantém energia estável, peso saudável e uma pelagem branca sempre bonita e sedosa.
Higiene
O Spitz Japonês tem uma pelagem dupla, densa e volumosa, que não é difícil de manter se houver uma rotina consistente de escovação e banhos.
Como cuidar da pelagem do Spitz Japonês?
A escovação deve ser feita ao menos três vezes por semana para remover pelos mortos, manter o brilho natural e evitar o acúmulo de sujeira no subpelo.
Nos períodos de troca de pelos, que acontecem uma vez ao ano nos machos e até duas vezes nas fêmeas, a escovação diária ajuda a controlar a queda intensa e mantém a pelagem saudável.
O ideal é usar escova rasqueadeira, própria para cães de pequeno porte com pelagem longa e dupla.
Esse tipo de escova alcança o subpelo sem machucar a pele, ajudando a desfazer nós e a manter o volume característico da raça.
Banho
O banho pode ser realizado a cada 30 a 40 dias, sempre com shampoo específico para cães de pelagem branca, que ajuda a preservar a cor e a textura.
É essencial garantir a secagem completa, inclusive do subpelo, já que a umidade retida pode causar dermatites.
O Spitz Japonês deve ser tosado?
Não, diferente de outras raças de Spitz, a linhagem japonesa da raça não deve ser tosada, pois isso pode danificar de forma permanente a pelagem e predispor a problemas de pele.
Outros cuidados de higiene
Além da pelagem, o Spitz Japonês precisa de atenção em outros pontos:
Com esses cuidados regulares, o Spitz Japonês mantém a aparência sempre elegante, mas principalmente garante saúde e bem-estar no dia a dia.
Saúde
O Spitz Japonês é geralmente uma raça saudável e pode viver entre 12 e 14 anos, desde que receba acompanhamento veterinário regular, alimentação equilibrada e uma boa rotina de higiene.
Ainda assim, como todo cão, apresenta predisposição a algumas condições de saúde que merecem atenção.
Entre as doenças mais comuns no Spitz Japonês, estão:
Como cuidar da saúde do Spitz Japonês?
Com esses cuidados, o Spitz Japonês tem tudo para desfrutar de uma vida longa, ativa e saudável ao lado da família.
Vacinação
Desde de filhote, o Spitz Japonês deve seguir o protocolo vacinal recomendado pelo médico-veterinário. As vacinas e reforços mais importantes incluem:

Adestramento
A consistência da rotina é a chave para o bom comportamento do Spitz Japonês. Inteligente e sensível, a raça aprende rápido e responde muito bem ao adestramento positivo, baseado em recompensas como petiscos, carinho e brincadeiras.
Por ter uma personalidade cativante, muitas vezes arranca sorrisos com atitudes quase humanas.
Como treinar o Spitz Japonês?
Para tutores que desejam aprofundar a rotina de treinos, contar com o apoio de um adestrador profissional pode fazer toda a diferença.
Além de orientar sobre técnicas adequadas, o especialista ajuda a corrigir comportamentos indesejados e garante um aprendizado mais rápido e prazeroso para o cão.
Filhotes de Spitz Japonês
Receber um filhote em casa exige atenção redobrada nos primeiros dias, que são de adaptação ao novo lar. O Spitz Japonês, apesar de pequeno, é esperto e cheio de energia, por isso precisa de rotina, cuidados veterinários e itens básicos para crescer saudável.
Cuidados de saúde na chegada
Rotina e comportamento
Produtos essenciais para o filhote
Na Cobasi, você encontra todos os itens necessários para receber seu filhote de Spitz Japonês com segurança e carinho, facilitando a adaptação e garantindo bem-estar desde os primeiros dias.
Perguntas frequentes
O Spitz Japonês late muito?
Não é um cachorro barulhento por natureza, mas costuma latir quando percebe algo estranho ao redor, o que faz dele um bom cão de alerta. Treinos de comando “silêncio” e uma rotina previsível ajudam a equilibrar esse comportamento.
Spitz Japonês e Spitz Alemão são da mesma raça?
Não, o Spitz Japonês existe em um único tamanho e sempre na cor branca. Já o Spitz Alemão apresenta várias versões (inclusive o Lulu da Pomerânia) e uma grande variedade de cores.
O Spitz Japonês pode viver em apartamento?
Sim, é uma raça adaptável a espaços menores, desde que receba passeios diários, brincadeiras e atenção para evitar latidos em excesso.
Quanto tempo vive o Spitz Japonês?
A expectativa média é de 12 a 14 anos, podendo chegar a mais com acompanhamento veterinário regular, nutrição adequada e uma vida ativa.
O Spitz Japonês convive bem com crianças?
Sim, é um pet brincalhão e paciente, sendo um ótimo companheiro para famílias. Apenas com crianças muito pequenas a supervisão é importante para evitar acidentes involuntários durante as interações.
O Spitz Japonês se adapta a climas quentes?
A pelagem dupla protege bem contra o frio, mas exige atenção no calor. Em dias quentes, mantenha o cão em locais arejados, com sombra e água fresca, e evite passeios nos horários de maior sol.









