O Terrier Tibetano, também conhecido como Tsang Apso ou Cão Sagrado do Tibete, é uma das raças mais antigas do mundo, criada em mosteiros budistas há pelo menos 2.000 anos!
E a...
O Terrier Tibetano, também conhecido como Tsang Apso ou Cão Sagrado do Tibete, é uma das raças mais antigas do mundo, criada em mosteiros budistas há pelo menos 2.000 anos!
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O Terrier Tibetano, como o próprio nome sugere, é um cachorro de origem tibetana criado nos mosteiros budistas do Vale Perdido há cerca de 2.000 anos.
Com uma pelagem dupla resistente ao clima gélido da região, estes animais versáteis cumpriam diversas funções na comunidade local.
Além de um ótimo cão guardião de mosteiros, sempre alerta e pronto para soar o alerta em situações de risco, a raça atuava nas atividades de pastoreio — mas não só isso!
Inteligente e com um faro aguçado, o Terrier Tibetano servia como guia para visitantes da região, acompanhando-os na viagem de volta para casa.
E graças à sua estrutura robusta, patas adaptadas à neve e muita agilidade, a raça também ajudava a recuperar objetos perdidos nas encostas íngremes das montanhas do Tibete.
Com tantas habilidades e funções vitais na comunidade, não é de se estranhar que os Terriers Tibetanos fossem considerados verdadeiros talismãs da sorte pelos locais.
Por isso, a raça não era comercializada, mas sim dada de presente em troca de serviços ou como reconhecimento do caráter e valor de oficiais e outras pessoas importantes da época.
Há relatos, ainda, de que o povo tibetano acreditava que maltratar ou vender um Terrier Tibetano causaria azar para toda a comunidade.
E foi essa superstição que manteve a raça isolada e protegida do mundo exterior por muitos séculos — algo que só mudou no início do século XX.
A médica britânica Agnes Greig desempenhou um papel fundamental na divulgação do Terrier Tibetano no Ocidente.
Em 1922, durante uma estadia na Índia, ela recebeu a primeira fêmea ocidental de um paciente tibetano, como forma de agradecimento pelos serviços prestados.
Encantada com o temperamento da cadela, chamada Bunti, Greig iniciou a criação sistemática da raça fora do Tibete.
A primeira ninhada registrada de Terrier Tibetanos na Europa nasceu em 1924. Na época, estes cães eram chamados de “Lhasa Terriers” e classificados junto do Lhasa Apso!
Foi somente em 1930 que o Kennel Club da Índia adotou a designação correta, separou ambas as raças e estabeleceu o nome pelo qual estes pets únicos são conhecidos até hoje.
Em 1957, a Federação Cinológica Internacional (FCI) reconheceu e classificou a raça no grupo de cães de companhia, seguida pelo American Kennel Club, em 1973.
Desde então, o Terrier Tibetano passou a integrar os registros das principais entidades cinológicas do mundo, ganhando popularidade em diversos países ao redor do globo.
No Brasil a raça ainda é pouco conhecida, especialmente quando comparada aos seus parentes próximos famosos: o Lhasa Apso e o Shih Tzu.
Extrovertido e bastante carinhoso com a família, o Terrier Tibetano é um cão alegre, brincalhão e muito cativante.
Segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia, a raça possui uma boa natureza, mas ainda mantém o instinto de proteção herdado dos tempos como guarda de monastérios.
Então, se você busca um cachorro divertido, alerta, afetuoso e cheio de personalidade, o Terrier Tibetano definitivamente pode ser a escolha ideal!
Em geral, os principais traços de temperamento da raça incluem:
Os terriers são reunidos no Grupo 3 das principais entidades internacionais de cinofilia , formado por cães de caça na terra, como o Jack Russell e o Yorkshire Terrier.
Apesar do nome, o Terrier Tibetano foi criado como um animal de companhia e nunca cumpriu esse tipo de função. Logo, ele não é um terrier verdadeiro!
Segundo pesquisadores caninos, a confusão histórica ligada ao nome da raça surgiu por conta do porte relativamente pequeno destes cães enérgicos e versáteis.
Os Terriers Tibetanos muitas vezes são considerados cães de aparência exótica devido à sua pelagem longa e patas redondas planas.
Mas você sabia que as características físicas da raça são resultado direto da adaptação ao seu ambiente de origem?
Isso porque o isolamento geográfico do Tibete, cercado por cordilheiras de difícil acesso, fez com que a raça se desenvolvesse de forma única.
A pelagem dupla é um verdadeiro casaco natural, com subpelo lanoso que isola o Terrier contra a neve e uma camada externa longa que protege da umidade.
Essa combinação permitia que o cão acompanhasse monges e pastores em climas extremos sem congelar!
Já as patas largas e sem arcos funcionam como verdadeiras "raquetes de neve", oferecendo firmeza em solos escorregadios e íngremes — o que aumentava a agilidade dos pets.
O Terrier Tibetano e o Lhasa Apso são duas raças de cães do Tibete que compartilham algumas características em comum, como a pelagem espessa e a aparência nobre.
À primeira vista, pode ser difícil diferenciar um cachorro do outro — e no início, eles já chegaram a ser classificados oficialmente como uma raça única!
As semelhanças não vêm por acaso. Afinal, o Terrier Tibetano é considerado um dos principais ancestrais do Lhasa Apso!
No entanto, as raças possuem diferenças marcantes envolvendo sua estrutura física e até personalidade, que podem ser observados com um olhar mais atento.
Maior e mais pesado do que o Lhasa, o Terrier tem um temperamento animado e enérgico, exigindo uma rotina de exercícios mais robusta do que seu parente, por exemplo.
Hoje em dia, o Terrier Tibetano também se destaca no universo das competições e exposições caninas.
Em 2006, um exemplar chamado Willy venceu o Birmingham National Dog Show e se tornou o Terrier Tibetano mais premiado do Reino Unido, acumulando 40 títulos de desafio.
No ano seguinte, Willy conquistou o título Best in Show do Crufts — o maior campeonato canino no mundo — mostrando toda a elegância e o prestígio do cão tibetano na atualidade.

Mordedura em tesoura (dentes superiores recobrem os inferiores) ou em tesoura invertida.
Pendentes, em forma de “V”, médias e inseridas bem altas.
Compacto e musculoso, com costelas arqueadas e voltadas para trás.
Média e razoavelmente alta, forma uma curva alegre sobre o dorso.
Dupla, com subpelo lanoso e pelagem externa longa, reta ou ondulada. Forma uma leve barba.
Os Terriers Tibetanos são cães ativos e curiosos que não abrem mão de uma boa dose de movimento e atividades diárias para manter a mente e o corpo saudáveis e equilibrados.
Segundo especialistas, a raça precisa de pelo menos 1 hora de exercícios por dia, que pode ser dividida entre:
Muito apegados aos seus tutores, são cães que preferem atividades interativas, sempre na companhia dos humanos da casa.
E sem essa rotina, podem acabar se sentindo entediados ou estressados, o que aumenta as chances de comportamentos indesejados e até destrutivos.
Então, se você não quiser lidar com latidos excessivos, buracos espalhados pelo jardim e alguns móveis roídos, é melhor seguir esse cuidado à risca!
Felizmente, os Terriers Tibetanos também são bastantes adaptáveis, e cada indivíduo da raça pode ter mais ou menos disposição para os exercícios.
Logo, é possível encontrar cães mais caseiros, que vão se sentir satisfeitos com passeios curtos ao redor do quarteirão.
Criar um ambiente rico, repleto de atividades que estimulem os instintos da raça, também é uma ótima forma de manter o Terrier Tibetano mentalmente ativo e feliz.
Se quiser algumas dicas de como colocar o enriquecimento ambiental canino em prática, leia nosso artigo completo no blog!
A pelagem dupla, longa e muito charmosa é a marca registrada do Terrier Tibetano! Mas cuidar dos lindos pelos da raça não é uma tarefa para amadores.
Afinal, apesar de não perderem muitos fios ao longo do dia, estes cachorros vaidosos estão mais sensíveis a nós e emaranhados — que podem repuxar a pelagem e ferir a pele.
Logo, os tutores da raça devem se comprometer com escovações a cada dois dias, feitas com ajuda de uma escova de pinos ou um pente de metal próprio para pets.
Além de manter o pelo saudável, esse hábito ajuda a fortalecer o vínculo entre tutor e cão, servindo, de quebra, como um ótimo momento de verificação da saúde da pele do animal.
A tosa do Terrier Tibetano também pode ser feita de maneira regular para facilitar o manejo com o pet no dia a dia.
Cortes mais curtos, como o estilo bebê, reduzem a chance de nós e são práticos para cães que gostam de se aventurar ao ar livre.
No entanto, a tosa completa deve ser evitada para não afetar a regulação natural da temperatura do animal, já que a pelagem atua como um isolante para o frio e o calor.
Conheça outros tipos de tosa que combinam com este cão de pelo abundante lendo nosso artigo completo sobre o assunto!
Cheio de energia e com uma inclinação natural para aventuras, o cachorro tibetano adora passeios em praças, parques e qualquer ambiente ao ar livre!
Essa rotina ativa é ótima para a saúde, mas também aumenta a exposição do pet a vermes, pulgas e carrapatos — visitantes indesejados que podem causar doenças graves.
A forma mais segura de prevenir infestações incômodas e perigosas é manter uma administração regular de vermífugos, antipulgas e carrapaticidas.
O medicamento ideal deve ser escolhido com ajuda de um médico-veterinário de confiança, que indicará doses e frequências de aplicação adequadas ao porte e idade de cada animal.
Com o cuidado correto, seu companheiro se mantém protegido, saudável e pronto para aproveitar cada momento de brincadeira e exploração sem correr riscos desnecessários.
Neste artigo, convidamos um especialista para tirar as principais dúvidas sobre a vermifugação de cães. Leia e amplie seus conhecimentos sobre o assunto!
A prevenção é a chave para uma vida longa e saudável, inclusive entre raças de cães robustos como o Terrier Tibetano.
Por isso, os tutores devem levar seus cachorros para consultas veterinárias regulares ao menos uma vez ao ano.
Exames de rotina permitem identificar os primeiros sinais de alterações, evitando o desconforto e prevenindo complicações em quadros potencialmente graves.
Além disso, avaliações oftalmológicas periódicas são muito importantes para a raça, já que algumas doenças oculares, como catarata e distiquíase, são comuns entre estes cães.
Com esse acompanhamento contínuo, fica mais fácil iniciar terapias no momento certo e assegurar que o seu Terrier Tibetano mantenha a qualidade de vida em todas as fases.
O Terrier Tibetano é considerado um cão de manutenção moderada, e sua pelagem dupla e exuberante é definitivamente o ponto de maior cuidado com a raça.
Felizmente, escovações regulares, tosas periódicas e banhos esporádicos são suficientes para manter estes pets rústicos limpos e confortáveis por bastante tempo!
Além disso, a raça precisa de cuidados envolvendo olhos e orelhas, que evitam infecções e ajudam a promover o seu bem-estar geral.
Confira os principais hábitos para inserir na rotina de manutenção do seu Terrier Tibetano na tabela abaixo:
| Cuidado | Frequência | Produtos Indicados |
|---|---|---|
| Banhos | Apenas quando a pelagem estiver suja ou com mau cheiro | Shampoo suave veterinário |
| Tosas | 6–8 semanas, conforme necessidade ou gosto pessoal | Tosa profissional |
| Escovação | A cada dois dias | Escova de pinos ou pente de metal |
| Inspeção das orelhas | Semanal, com limpezas conforme necessidade | Limpa orelhas indicado por um veterinário |
| Higienização dos olhos | Todos os dias | Lenço umedecido ou toalha macia |
O cuidado com os olhos é especialmente importante no Terrier Tibetano, já que a raça é predisposta a algumas doenças oculares incômodas.
Inspecione a região todos os dias e leve o pet ao veterinário sempre que notar sinais de irritação ou infecção, como inchaço, vermelhidão ou secreção.
Alguns cães da raça, especialmente os de pelagem clara, também podem apresentar manchas escuras ao redor dos olhos causadas pelo acúmulo de umidade.
Limpar a região todos os dias com lenços umedecidos próprios para animais é uma ótima forma de controlar essa alteração, conhecida como lágrima ácida!
A expectativa de vida do Terrier Tibetano gira em torno de 12 a 15 anos, e muitos cães chegam à fase sênior com bastante disposição quando recebem cuidados adequados.
No entanto, assim como outras raças, os cachorros tibetanos apresentam predisposição a algumas condições de saúde que merecem atenção especial dos tutores, como:
Felizmente, criadores responsáveis testam seus animais para as principais condições genéticas listadas acima, o que diminui as chances de ocorrência dos quadros.
Mas, para evitar que o seu Terrier Tibetano desenvolva doenças silenciosas e perigosas, lembre-se de manter as consultas preventivas com o veterinário sempre que possível!
O Terrier Tibetano, como todos os outros cachorros, precisa seguir um protocolo de vacinação adequado para se manter protegido de várias doenças graves.
A imunização deve começar ainda na fase filhote e seguir durante toda a vida do animal, com doses de reforço que garantam a proteção ao longo do tempo.
Confira o calendário vacinal indicado para cães no infográfico abaixo:

O adestramento do Terrier Tibetano pode ser uma ótima forma de estreitar os laços entre pet e tutor. Mas isso vai depender das técnicas e métodos escolhidos para as aulas!
Afinal, embora seja uma raça muito inteligente e disposta a aprender, o Terrier também pode ser teimoso e não se dá bem com repetições excessivas.
Logo, a chave para sucesso é apostar em técnicas de reforço positivo, com elogios e petiscos, que tornam o aprendizado mais leve e prazeroso.
Recursos como o clicker training também podem ser ótimas adições aos treinos de obediência, já que combinam com a personalidade independente da raça. E ela definitivamente vai adorar poder escolher o comportamento correto!
Historicamente criado para o trabalho, o Terrier Tibetano gosta ter um propósito. Por isso, aproveite para inserir outras atividades na rotina de adestramento do pet, como:
Quando bem estimulados, os cães da raça se tornam alunos entusiasmados e cooperativos, aprendem rápido e sabem se comportar nos mais diversos ambientes.
A socialização do Terrier Tibetano também é fundamental para garantir que ele cresça equilibrado e seguro de si.
Afinal, se não for exposto desde cedo a diferentes estímulos, o instinto de guarda da raça pode acabar falando mais alto, gerando comportamentos indesejados como a reatividade.
Além disso, por serem animais muito próximos à família, estes cães estão sujeitos ao apego exagerado a seus tutores — o que compromete a sua independência.
Para evitar que estes problemas surjam no futuro, inicie a socialização da raça ainda na fase filhote, apresentando o Terrier Tibetano a diferentes pessoas, animais e ambientes.
Outro cuidado importante é a adaptação à caixa de transporte, que ajuda a prevenir a ansiedade de separação e facilita situações do dia a dia, como idas ao veterinário.
Lembre-se que quanto mais cedo o Terrier Tibetano vivenciar experiências variadas, mais confiante e adaptável ele será na etapa adulta.
A chegada de um Terrier Tibetano filhote em casa é um momento de muita alegria, já que estes cães alegres vão trazer vida ao novo lar, mas também de grande responsabilidade.
Afinal, nessa fase, os cachorros são mais frágeis e dependem totalmente de seus tutores para crescerem saudáveis e bem ajustados.
Além de um espaço seguro para dormir, comer e explorar o mundo, os filhotes da raça vão precisar de cuidados especiais durante o período de adaptação, incluindo:
E para que o seu novo amigo se sinta realmente em casa, não esqueça de providenciar um enxoval completo com caminha, acessórios de alimentação, coleiras e muitos brinquedos.
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Sim. Os Terriers Tibetanos são cães adaptáveis a apartamentos, e costumam viver bem em espaços reduzidos com uma boa rotina de passeios e atividades físicas fora de casa.
Mas é bom lembrar que essa raça ativa é muito apegada aos seus tutores, o que pode gerar problemas com a vizinhança em determinadas situações.
Afinal, se passar longos períodos sozinho ou se sentir entediado, por exemplo, o Terrier Tibetano tende a latir sem parar — o que costuma incomodar os vizinhos de parede.
O Terrier Tibetano solta pouco pelo em comparação a muitas outras raças, mas é importante esclarecer que nenhum cachorro pode ser considerado 100% hipoalergênico.
Isso porque a alergia pode estar relacionada não só aos pelos, mas também à saliva, descamação da pele e até à urina do animal.
Logo, a melhor forma de saber se a convivência da raça com pessoas alérgicas é viável é tendo contato direto com o pet antes da adoção.
Excelente! O Terrier Tibetano é gentil, dócil e simpático, e vai adorar gastar toda a sua energia em brincadeiras e passeios com os pequenos humanos.
Apenas fique de olho para que ninguém se machuque sem querer numa corrida desenfreada e tudo deve ficar bem.
Bastante. Na verdade, essa é uma das características mais marcantes do cachorro tibetano. Afinal, ele é um cão de guarda por natureza e o latido é sua maior arma de defesa!
No entanto, como todo comportamento indesejado e excessivo, é possível corrigir esse hábito com um bom adestramento.