O Lébrel Irlandês, também conhecido como Wolfhound ou Galgo Irlandês, é dono do título de raça de cachorro mais alta do mundo.
Os machos pode...
O Lébrel Irlandês, também conhecido como Wolfhound ou Galgo Irlandês, é dono do título de raça de cachorro mais alta do mundo.
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O Lébrel Irlandês é uma das raças mais antigas da Europa, com raízes que remontam aos cães de caça celtas que habitavam a Irlanda muito antes da Idade Média.
Há registros que situam seus ancestrais no primeiro século d.C., quando eram criados para caçar lobos, cervos gigantes (megaceros), javalis e outros animais rápidos, atuando tanto na perseguição quanto no combate
Os antigos clãs irlandeses tratavam esses cães como verdadeiros símbolos de nobreza e poder. Em muitas lendas, eles aparecem como guardiões de reis e guerreiros, sempre associados à força e à lealdade.
Um dos relatos mais antigos envolve Cú Chulainn, herói mitológico cujo nome significa literalmente "o cão de Culann", indicando a importância cultural desses galgos gigantes.
O primeiro registro escrito reconhecido data de 391 d.C., quando o cônsul romano Quinto Aurélio Símaco agradeceu ao irmão o presente de sete "cães irlandeses".
Durante os séculos seguintes, pares de Wolfhounds eram oferecidos como presentes diplomáticos para imperadores, reis e nobres de regiões como Espanha, França, Suécia, Dinamarca, Pérsia e Polônia.
Não eram cães comuns: seu tamanho, velocidade e coragem faziam deles animais cobiçados em toda a Europa. Esses galgos gigantes também foram a base genética de outras raças europeias, como o Deerhound Escocês.
Com o fim dos lobos na Irlanda, entre os séculos XVI e XVII, o trabalho tradicional da raça deixou de existir.
A redução drástica da necessidade de cães capazes de enfrentar grandes predadores, somada ao envio frequente desses animais como presentes diplomáticos, levou o Lébrel Irlandês a uma quase extinção.
No século XVII, uma lei exigiu que cada condado mantivesse ao menos 24 Wolfhounds para proteger rebanhos, mas nem isso impediu o declínio populacional. Em 1836, a raça chegou a ser mencionada em registros como um dos animais "desaparecidos da Irlanda".
A preservação do Lébrel Irlandês só foi possível graças ao trabalho de um entusiasta: Capitão George Augustus Graham, militar e criador dedicado.
Entre o fim do século XIX e o começo do XX, Graham reuniu os últimos exemplares autênticos da Irlanda e iniciou um programa de reconstrução da raça.
Para recuperar a tipicidade física, ele utilizou cruzamentos criteriosos com Deerhounds Escoceses, além de pequenas contribuições de Borzoi e Dogue Alemão.
O trabalho de Graham foi reconhecido oficialmente em 1878, quando o Irish Kennel Club incluiu a raça em sua exposição nacional. Em 1885, foi fundado o Irish Wolfhound Club, marcando o renascimento definitivo do Lébrel Irlandês como patrimônio cultural da Irlanda.
Hoje, o Lébrel Irlandês conserva seu status de cão nobre, admirado tanto por sua história quanto por suas características físicas singulares.
Embora seja raro fora de sua terra natal, é um dos grandes símbolos da tradição de caça com galgos que moldou a cultura irlandesa durante séculos. Um verdadeiro tesouro vivo da história celta e da identidade irlandesa.
O Lébrel Irlandês é um verdadeiro gigante gentil. Apesar da origem ligada à caça, seu temperamento atual é marcado pela calma, sensibilidade e por um forte vínculo com a família.
Dentro de casa, o Galgo Irlandês costuma ser silencioso, discreto e afetuoso. Além disso, gosta de acompanhar a rotina da família, prefere rotinas calmas e raramente apresenta comportamentos destrutivos quando bem exercitado.
Ao mesmo tempo, seu passado como cão de perseguição aflora quando está ao ar livre. A raça tende a demonstrar explosões curtas de velocidade e grande interesse em movimentos rápidos, como pequenos animais correndo.
Como todo sighthound (grupo dos galgos de visão), o Lébrel Irlandês tem um instinto forte de perseguir objetos ou animais em movimento.
Por isso, passeios devem sempre ser feitos com guia, e áreas abertas precisam ser seguras, especialmente se houver gatos, coelhos ou fauna silvestre. Esse instinto não o torna agressivo, é um comportamento natural ligado à genética de caça da raça.
Ao contrário de outras raças gigantes, o Lébrel Irlandês não é pegajoso nem dependente em excesso. A raça gosta de estar por perto, mas respeita o espaço dos tutores e raramente força interações.
No entanto, não tolera longos períodos de solidão, o ideal é que tenha companhia humana em boa parte do dia.
A aparência imponente costuma assustar intrusos, mas o temperamento do Lébrel Irlandês é mais pacífico do que protetivo.
Pode até latir para alertar, mas não é naturalmente territorial ou agressivo. Para funções de guarda, outras raças são mais adequadas.
Antes de receber o nome Wolfhound, a raça era frequentemente chamada de Irish Greyhound, numa referência direta à sua linhagem de galgos usados em caça de grande velocidade.
Durante séculos, apenas nobres, chefes de clãs e figuras importantes tinham permissão para manter um Galgo Irlandês.
Pinturas, poemas e lendas celtas descrevem o Wolfhound como guardião, companheiro de guerra e símbolo de coragem. Muitos heróis mitológicos, como Cú Chulainn, carregam a figura do cão-lobo como parte de suas histórias.
O último lobo do país foi morto em 1786, e isso reduziu drasticamente a utilidade da raça na caça. O golpe final veio com a fome de 1840, mas os esforços de criadores apaixonados permitiram sua recuperação.
O ressurgimento só aconteceu por causa de criadores dedicados, especialmente o Capitão Graham, que reconstruiu a raça cruzando os últimos exemplares com Deerhounds Escoceses e Dogues Alemães.
Desde o início do século XX, um Lébrel Irlandês é escolhido como mascote do regimento irlandês e recebe tratamento especial: cuidados veterinários oficiais, alimentação custeada e participação em eventos e desfiles.
Um fato pouco conhecido: em 1818, Lord Edward Fitzgerald trouxe três Wolfhounds da França para a Irlanda, presentes do próprio Napoleão, que admirava a inteligência e lealdade da raça.
Além da pelagem externa rígida, o Lébrel Irlandês possui uma camada interna macia que o protege do frio úmido da Irlanda.
Antigamente, o Wolfhound era chamado de Cú ou Cú Faoil, termos celtas que significam literalmente "cão de caça" e "cão-lobo".
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Longo, forte e moderadamente pontudo, com trufa grande e preta.
Pequenas, em formato de rosa, caídas para trás.
Escuros e bem posicionados.
Longo, de peito muito profundo, costelas bem arqueadas e lombo levemente arqueado.
Anteriores fortes e quase retas. Posteriores longos, musculosos e bem angulados.
O Lébrel Irlandês exige uma alimentação específica para raças de porte gigante, com foco em suporte articular, digestão adequada e manutenção de uma musculatura forte.
Por crescer rápido e carregar uma estrutura óssea muito grande, depende de um equilíbrio preciso de proteínas, vitaminas, minerais e condroprotetores para preservar articulações e cartilagens ao longo da vida.
Raças gigantes também são mais propensas à dilatação e torção gástrica, além de apresentarem sensibilidade digestiva. Por isso, o ideal é oferecer porções menores, divididas ao longo do dia, sempre evitando exercícios intensos antes e depois das refeições.
Uma dieta de qualidade premium, formulada especificamente para cães grandes, garante níveis adequados de proteína, gorduras boas, fibras e minerais como cálcio e fósforo na proporção correta.
Para completar o cuidado nutricional, vale considerar rações com glucosamina, condroitina, ômega 3 e antioxidantes, que ajudam a manter o porte robusto do Galgo Irlandês sem comprometer sua saúde óssea e cardiovascular.
Cuidar da higiene do Lébrel Irlandês exige atenção especial, não apenas pelo porte gigante, mas pelas particularidades da pelagem áspera, da pele sensível e dos pontos de atrito que surgem pelo hábito de deitar em superfícies duras.
Como a raça é muito grande e possui membros longos, alguns cuidados simples se tornam mais trabalhosos na rotina, desde o banho até o corte das unhas.
Uma manutenção regular faz toda a diferença para evitar desconfortos, inflamações de pele e problemas articulares agravados por falta de cuidados básicos.
O Lébrel Irlandês tem pelagem áspera de comprimento médio, que não forma nós com facilidade, mas exige cuidados regulares para manter o aspecto limpo e saudável.
Uma escovação duas a três vezes por semana é suficiente para remover pelos soltos e evitar o visual desgrenhado típico quando a pelagem acumula fios mortos. Muitos tutores também fazem uma pequena tosa higiênica na região dos olhos para melhorar o conforto.
Os banhos podem ser mais espaçados, já que a pelagem não retém tanta oleosidade. Em geral, um banho a cada 30 a 45 dias funciona bem, sempre com produtos adequados para pele sensível.
Por ser um cão muito grande, é comum que o banho precise ser feito em pet shop, em uma estrutura que acomode o porte da raça.
As orelhas devem ser verificadas regularmente, já que o formato longo pode acumular sujeira e favorecer inflamações.
A higiene dental também faz parte da manutenção básica: escovações frequentes ajudam a prevenir tártaro e mau hálito, condição comum em cães de grande porte.
Por fim, o corte das unhas deve ser feito com regularidade. Embora o Lébrel Irlandês desgaste naturalmente parte das unhas em caminhadas, o tamanho e o peso da raça tornam essencial evitar que elas fiquem longas demais.
O Galgo Irlandês é uma raça de porte gigante com expectativa de vida mais curta que a média, o que torna a prevenção o ponto mais importante do cuidado diário. Mesmo sendo um cão fisicamente robusto, existem condições que merecem atenção constante, como:
A imunização do Lébrel Irlandês começa ainda no filhote, com o esquema inicial de doses que formam a base da proteção contra as principais doenças infecciosas.
Após essa etapa, os reforços anuais garantem que a imunidade se mantenha ativa ao longo da vida, algo especialmente importante em raças gigantes, que tendem a ser mais sensíveis a quadros infecciosos e gastrointestinais.

Por ser uma raça gigante com rápido crescimento, o adestramento precoce não é opcional, é essencial para garantir segurança, boa convivência e prevenção de comportamentos difíceis de controlar quando adulto.
Inteligente e sensível, o Lébrel Irlandês responde muito bem a métodos baseados em reforço positivo.
Apesar de calmo dentro de casa, o Galgo Irlandês é rápido, atlético e precisa de cerca de duas horas de atividade por dia, divididas em caminhadas, movimentos livres e estímulos mentais.
Como descendente direto de cães de caça à vista, o Lébrel Irlandês mantém forte impulso de perseguição. Treinos de controle, chamadas confiáveis e ambientação em locais seguros são essenciais para evitar fugas ou disparos inesperados atrás de pequenos animais.
O filhote de Lébrel Irlandês passa por um crescimento extremamente rápido, o que exige atenção redobrada com articulações, postura e manejo diário.
Nessa fase, é fundamental evitar qualquer atividade que gere impacto, como correr, saltar ou subir escadas com frequência, pois os ossos ainda estão em desenvolvimento e podem ser facilmente sobrecarregados.
O controle do peso e o uso de uma ração específica para filhotes de raças grandes ajudam a garantir que o crescimento seja gradual e seguro, reduzindo o risco de problemas ortopédicos na vida adulta.
Um ponto crítico na saúde dos filhotes da raça é a possível presença de shunt hepático, alteração congênita que afeta o fluxo sanguíneo do fígado.
Criadores responsáveis realizam o teste específico por volta das oito semanas, seguindo o protocolo obrigatório da raça. Esse exame simples permite identificar precocemente alterações metabólicas e garante que apenas filhotes saudáveis sigam para novos lares.
Solicitar esse laudo é uma etapa essencial ao adquirir um filhote, pois assegura que o cão foi bem selecionado e que recebeu os cuidados adequados desde o nascimento.
A socialização precoce é indispensável para formar um adulto equilibrado. Filhotes de Lébrel Irlandês precisam ser expostos gradualmente a sons, pessoas, ambientes diferentes e outros animais, sempre com reforço positivo e experiências seguras.
Pequenos comportamentos, como pular nas pessoas, puxar a guia ou subir em móveis, devem ser corrigidos desde cedo, pois na fase adulta o tamanho da raça torna esses hábitos difíceis de controlar.
Na Cobasi, você encontra tudo o que é essencial para receber um filhote de Lébrel Irlandês com conforto, segurança e bem-estar.

Sim, o Lébrel Irlandês costuma ser gentil, paciente e muito tolerante. Mas, como qualquer raça, a convivência precisa ser supervisionada. Crianças devem aprender a respeitar o espaço do cão, e o Wolfhound deve ser educado para interagir sem pulos ou movimentos bruscos. A supervisão de um adulto é fundamental com crianças pequenas.
Não é indicado. O Lébrel Irlandês é muito grande e precisa de espaço para se movimentar com conforto. Em apartamentos, especialmente os menores, a adaptação costuma ser difícil e pode comprometer o bem-estar da raça.
A raça possui estrutura de galope rotatório, típica de cães feitos para perseguir presas rápidas, como cervos e lobos. Esse tipo de movimento dá explosões intensas de velocidade, o que permite atingir cerca de 48 a 64 km/h.
Porém, é um atleta de curta distância: a fadiga chega rápido, e ele não foi feito para corridas longas.
Dentro dos padrões oficiais de raça, sim! O Lébrel Irlandês é considerada a raça de cão mais alta do mundo. Porém, o recorde absoluto pertence a um Dogue Alemão específico, fora da média da própria raça.
Em termos de padrão, o Wolfhound continua sendo o mais alto do universo canino. A maioria dos machos adultos atinge entre 81 e 86 cm, enquanto as fêmeas ficam entre 71 e 79 cm.
Raças gigantes geralmente têm expectativa de vida menor, e com o Lébrel Irlandês não é diferente: a média fica entre 6 e 10 anos. Manutenção do peso, alimentação adequada, exercícios moderados e check-ups frequentes podem ajudar a prolongar a qualidade de vida.